Projelet ECOM no Diário do Comércio

By Analista Comercial 1 ano agoNo Comments

Mineira Projelet ECOM investe em realidade virtual

A crise econômica que abateu mais fortemente o setor da construção civil tem forçado as empresas brasileiras do segmento a adotarem estratégias para sobreviver diante de um cenário pouco promissor.

Em Belo Horizonte, a Projelet Ecom, que desenvolve projetos para sistemas prediais, vem apostando na tecnologia como forma de driblar as adversidades do mercado e conquistar clientes. Uma das medidas adotadas foi a implementação da plataforma Bulding Information Modelling (Modelagem das Informações da Construção, na tradução para o português). A metodologia, que utiliza projeções de 3D a 6D, permite um detalhamento realista no ambiente virtual por meio da recriação dos objetos característicos de cada etapa do projeto desenvolvido. O investimento na aquisição do software foi da ordem de R$ 300 mil.

O conceito BIM prevê a construção em ambiente 3D virtual e não somente a representação das “peças”. “Ao invés, por exemplo, de representar os pontos de luz de um projeto com bolinhas e as tubulações com linhas, utilizamos os próprios objetos. A representação é totalmente realista e elimina qualquer chance de erro no projeto, compatibilizando a realidade com a visualização no ambiente virtual”, detalha o sócio e diretor comercial da empresa, Bruno Marciano.

A Projelet Ecom nasceu há pouco mais de um ano, mas acumula 23 anos de história, já que é fruto da fusão entre as empresas Projelet e Ecom Engenharia, que contabilizavam, até então, 12 e 23 anos de mercado, respectivamente. Sediado no bairro Estoril, na região Oeste de Belo Horizonte, o grupo tem atuação nacional e projetos executados para empresas estabelecidas em Manaus, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, dentre outros municípios.

Segundo Marciano, a fusão das duas companhias significou a junção de esforços e de expertises. “A Ecom era nossa maior concorrente e vimos na junção das empresas a união de forças, de competências e, ainda, uma possibilidade de redução dos custos e do aumento da competitividade no mercado”, afirma o sócio-diretor. Apesar do mau momento pelo qual atravessa o setor da construção civil – nos últimos 12 meses, foram fechados 465 mil postos de trabalho em todo o País -, o empresário aposta no rápido reaquecimento do mercado. Segundo ele, a capital mineira ainda é, dentre as localidades em que a empresa atua, o município com maior grau de importância e projetos realizados. “Entendemos que crise é oportunidade. Realmente sofremos muito com tudo isso, mas estamos utilizando o momento para aprimorar e criar diferenciais. Com isso, conseguimos manter nossos principais projetistas e estamos preparados para quando o mercado voltar a crescer”, reforça.

De acordo com Bruno Marciano, o emprego da plataforma BIM pode elevar em até 50% os custos finais dos projetos. Em contrapartida, segundo ele, o recurso não só otimiza as etapas dos trabalhos, como reduz os riscos de erro e de gastos desnecessários. “É a otimização dos processos e a equalização de materiais, gastos e tempo. Além, claro, da visualização perfeita de todo o processo”, detalha. Em sistemas prediais incluem-se instalações elétricas, de telecomunicações, fitossanitárias, de prevenção e combate a incêndio, além de automação, gás canalizado, interfonia, antenas de TV e TV a cabo.

Diferentemente dos softwares CAD, que substituíram lápis e papel e proporcionaram melhor metodologia de trabalho, por meio da reconstrução em duas dimensões, o conceito BIM prevê a construção em ambiente virtual 3D das proporções exatas com propriedades espaciais, não só físicas, mas de tempo e custo. Por esse conceito, o projeto não apresenta somente linhas e textos para representar os elementos utilizados, mas os próprios objetos que compõem a obra.

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