Primeiro edifício verde de Minas – projeto Projelet ECOM

By md 2 anos agoNo Comments

Primeiro edifício verde de Minas tem projeto assinado pela Projelet ECOM

 

Projetar um edifício inteiramente voltado para o conceito de sustentabilidade, aliando redução dos impactos ambientais com baixos custos de manutenção, é um dos grandes desafios impostos às empresas de engenharia, haja vista a crescente demanda por esse tipo de construção.

Recentemente, foi inaugurado na capital minera o primeiro edifício verde do estado, cujo projeto é um dos pioneiros ao conseguir, junto ao Green Building Council Brasil (GBC Brasil), a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed). A Projelet Ecom, empresa associada da ABRASIP-MG, é a responsável pelo projeto, que pertence à Fundação Forluminas de Seguridade Social (Forluz).

O edifício de 58 mil m2, 30 andares e com capacidade para abrigar 2.850 pessoas é inteiramente automatizado e possui características únicas de sustentabilidade e inovação. Segundo o engenheiro responsável, Magno Souza Costa, sócio da Projelet ECOM, foram adotadas técnicas e produtos que reduzem o consumo de energia e o volume de água potável utilizada. Além disso, o prédio será gerido por um sistema de automação que controlará a iluminação no ambiente, sempre considerando a luz natural, ar condicionado, sistemas de irrigação e o tráfego de elevadores, que são regenerativos (geram energia durante as frenagens).

Quando decidiu participar da licitação da Forluz para concepção do projeto, a Projelet ECOM optou por conceber algo que estivesse alinhado à filosofia do cliente. “A Cemig, empresa que irá ocupar o edifício, é uma empresa que preza pela sustentabilidade e tem isso como carro-chefe em suas atividades e foi nisso que tivemos em mente quando entramos na concorrência”, explica Magno.

A tarefa de elaborar os Projetos de Sistemas Prediais de uma das mais arrojadas obras arquitetônicas do país parecia uma tarefa desafiadora, mas a Projelet ECOM encarou com maestria. Um dos maiores desafios, segundo Magno, foi atender a todos os critérios estabelecidos pela certificação Leed. “Um dos grandes obstáculos é que são exigidas muitas especificações de equipamentos, como bombas e motores, com alto rendimento, que nos fizeram quebrar a cabeça”, diz o engenheiro.

Muitos recursos foram investidos em sustentabilidade:

  • usina de coletores solares fotovoltaicos com uma área de 250 m2;
  • sistema de aquecimento solar para água;
  • grupos de geradores a gás;
  • Sistema de elevadores regenerativos;
  • Um sistema de medidores de energia e água individuais, por pavimento;
  • Sistema de Ar condicionado muito eficiente;
  • Sistema elétrico dimensionado para o mínimo de perdas por aquecimento;
  • Aproveitamento de águas cinzas (pluvial, lavatórios e dreno do ar condicionado);
  • Torneiras com funcionamento automático com sensor de presença;
  • Sistema de Automação para gerenciamentos de toda a Iluminação do Prédio;
  • Persianas automatizadas para controlar a incidência de raios solares no ambiente;

Outro cuidado na hora da concepção do projeto foi na especificação de materiais, que foram escolhidos levando em conta a possibilidade de reciclagem e baixo índice de rejeitos como, por exemplo, a utilização de moldes pré-fabricados reutilizáveis de polipropileno,  em vez de formas de madeira.

 

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