Gestão na construção civil: superar crise

By md 3 anos agoNo Comments

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) registrou 46,2 pontos em abril, o menor número da série histórica iniciada em fevereiro de 2010. Os dados revelam um cenário que requer ações estruturadas para contornar os desafios econômicos que atingem diretamente o mercado construtivo.

Vários fatores contribuem para o atual momento macroeconômico e influenciam diretamente as empresas do setor da construção civil. Entre eles, a alta de custo de materiais, mão de obra pouco qualificada, juros altos e crédito mais apertado.

A construção civil agrega um conjunto de atividades que contribuem para o crescimento econômico do Brasil, desde a geração de emprego à diminuição do déficit habitacional. Em 2015, a geração de empregos já foi afetada. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no primeiro trimestre deste ano, foram cortadas mais de duas mil vagas de empregos em Minas. Por outro lado, o déficit habitacional no país chega a cinco milhões de unidades. Além disso, a construção civil necessita de outros setores industriais, na medida em que demanda vários insumos em seu processo produtivo. Tudo isso junto, fortalece a economia do país e faz com que ela gire.

As organizações que investem em modelos de gestão estão se adaptando ao mercado e apresentando resultados positivos, mesmo em um ano menos propício a negócios. O aumento da produtividade e qualidade no serviço é o caminho para que empresas do setor continuem crescendo mesmo diante do ritmo desaquecido da economia brasileira. Melhoras na gestão e investimento na equipe são algumas estratégias chave para ganhar em eficiência. A combinação de ações integradas voltadas para dentro da empresa se reflete fora dela e o resulto é sempre positivo. Um planejamento bem estruturado e métodos de controle e mensuração de resultados podem equalizar essa situação.

Investir em diversificação de segmentos, qualidade, gestão e na união de competências são meios de ampliar o mercado e conquistar não só estabilidade, mas crescimento. Com todos esses itens alinhados e sob contínuo acompanhamento e controle, as chances de administrar bem a crise se ampliam. Foi o que buscamos com a fusão das empresas Projelet e Ecom. A parceria permitiu que elas se tornassem uma das maiores empresas mineiras de engenharia de sistemas prediais. Agregamos know how e também unimos forças para ampliar nossa competitividade. Para quem vê oportunidades e adota as estratégias certas, 2015 pode sim, ser um ano de sucesso. Experiências nesse sentido não são tão raras quanto se pensa. A Projelet foi fundada em um ano de crise. Em meados de 2002, quando muitos desacreditavam nas possibilidades de crescer ou mesmo de manterem seus negócios, ela surgia apostando que estava apta a conquistar espaço.

As expectativas para os próximos seis meses são otimistas. Com 51,3 pontos, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) revelou que a expectativa positiva é baseada nas perspectivas em relação à própria empresa, que chegou a 53,9 pontos. Por outro lado, os índices de expectativas quanto às economias mineira e brasileira ficaram abaixo da linha dos 50 pontos, com 46,5 pontos e 44,2 pontos, respectivamente. Os dados revelam que o empresário acredita no seu negócio e no futuro do seu empreendimento, porém, junto aos investimentos são necessárias políticas públicas que amparem o setor e o ajude a crescer.

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