A conta do desperdício – Estado de Minas

By md 1 ano agoNo Comments

Cerca de 40% de toda a água tratada no Brasil é perdida. Uso racional é um dos principais focos na engenharia de projetos hidráulicos e sanitários

 

Ontem foi comemorado o Dia Mundial da Água, evento instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra. A data traz à tona debates sobre o uso inteligente dos recursos hídricos. Com um cenário de crise, o uso racional da água é um dos principais focos na engenharia de projetos hidráulicos e sanitários,

Para se ter uma ideia, o Brasil se destaca mundialmente pela fartura de seus recursos hídricos, pois é detentor de 12% do total de água doce da superfície do planeta. O país tem o Rio Amazonas, o maior em volume de água, além de um dos principais aquíferos subterrâneos e com um alto índice de chuva em seu território. Porém, mesmo com esse potencial, nota-se que falta consciência sobre a importância da preservação dos recursos por grande parte da população. De acordo com o relatório do Ministério das Cidades, o Brasil também chama a atenção pelo desperdício de água: aproximadamente, 41% de toda a água tratada é desperdiçada.

Bruno Marciano, diretor comercial da Projelet ECOM, empresa de projetos de instalações de sistemas prediais, alerta que a conscientização deve ser geral e não somente nas práticas do dia a dia. Ele conta que um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que quase 40% da água tratada no país é perdida por causa de vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas e erros de medição. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) em 2015, que são os mais recentes e foram divulgados em janeiro deste ano, o índice nacional de perda de água na distribuição é de 36,7%. Em 2011, era de 38,8% –o que significa uma evolução muito lenta para diminuir o desperdício no país, de apenas 2,1 pontos percentuais em quatro anos. Para o executivo, a necessidade do uso sensato de água estimula cada vez mais o mercado de projetos a desenvolver mecanismos que evitam excessos e gastos desnecessários. “O cuidado com a água é necessário, mas será que tudo é visível aos nossos olhos? Será que o problema não está no reservatório, no percurso até chegar em nossa casa ou no encanamento? E mesmo que não possamos comparar o nosso uso diário com as indústrias, o que pode ser feito?”, questiona o diretor comercial da Projelet ECOM,

Bruno Marciano comemora o fato de ver o grande número de companhias que hoje se preocupam com o meio ambiente. “Muitas pessoas procuram a Projelet ECOM justamente por oferecer disciplinas que visam à economia de água, energia e outras que diminuam o impacto no meio ambiente. É tendência, e nós como profissionais temos que nos preparar para as tendências e necessidades do nosso planeta”, conclui o executivo. Não podemos esquecer que, nas últimas décadas, o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça 55% até 2050. Assim, se a população continuar esbanjando, infelizmente, em 2030, o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%.

 

 

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